terça-feira, 11 de setembro de 2012

Entrevista candidatos ao Senado 2012.2: Douglas Silva

No próximo dia 12 serão abertas as urnas em Porto Claro onde elegeremos nossos Senadores e o Presidente da República. O POLITEIA cumpre seu papel informar e problematizar as questões políticas importantes em nossa micronação.

Abrimos espaço para a apresentação dos candidatos ao Senado. Também pedimos que dessem sua opinião sobre questões polêmicas que rolam nas listas da República. Publicaremos as respostas dos candidatos por ordem alfabética. O terceiro a passar por aqui é Douglas Silva do PDL, confiram.

Histórico

Bem estou no micronacionalismo desde 2005 e assumi diversos cargos. As nações que passei mais tempo foram:

Sacro Império de Reunião: Qualicato (parlamentar), Conselheiro Imperial (parlamentar), Vice-Rei de Mauritius (região administrativa semi-autonoma), Governador de Conservatória (região administrativa), Ministro em vários governos e pastas, Cargos de direção nos partidos que fiz parte e vários cargos legislativos e administrativos regionais.

Comunidade Livre de Pasárgada: Orador (parlamentar), Ministro e vários cargos a nível regional.

Editei também por muito tempo alguns periódicos sendo o mais constante o Oráculo, participei em outros periódicos também e fui um dos sócios da Fundação Teobaldo Sales. 
Em Porto Claro estou há mais ou menos um ano, sou filiado ao PDL e residente em Campos Bastos, só mais recentemente é que consegui ter maior disponibilidade para participar de forma mais ativa no cenário político de PC e desta forma fui nomeado para a secretaria de imigração onde implementei o evento Cinema em Foco e agora pretendo fazer uma reformulação das leis de PC sempre buscando praticidade, pragmatismo, objetividade, mas sempre primando pela legalidade em todos os atos.

Porquê quer ser Senador?

Como dito anteriormente hoje disponho de um pouco mais de tempo de me dedicar com mais afinco a nossa republica e vejo que PC tem muito potencial ainda e eu quero muito contribuir com minha experiência e acredito que no Senado poderei trabalhar por isso buscando modernizar nossa República inicialmente com uma revisão legislativa e posteriormente desenvolvendo projetos que incentive e propicie uma maior participação da população na atividade política de PC, uma maior praticidade para dar uma dinâmica mais objetiva em nossa nação bem como mais oportunidades para os novos cidadãos que se mostrarem disponíveis e com potencial.

Bandeira Principal

Pragmatismo, legalismo, senso pratico, projetos pé no chão e iniciativa (inclusive apoio a iniciativas de terceiros) .

Posição sobre:

Nesta quarta questão transcrevo três textos, como modificações, de Filipe Sales que refletem com maestria minha opinião sobre os temas perguntados.

- Utilização de outras plataformas além da lista de e-mail's 

Como meio principal de utilização ainda defendo as listas, mas acho bastante interessante a utilização de outros meios eletrônicos para questões especificas. Francamente, eu duvido que migrar a plataforma de conversação escrita para o Facebook, Twitter ou Fóruns vá realmente trazer alguma diferença.
Essencialmente, o público que não gosta de escrever, ou que simplesmente não tem a simpatia que os micronacionalistas tradicionalistas têm pelo debate escrito, não vão também escrever pelo Facebook, Twitter ou Fóruns. Nestes espaços, a diferença se dará dentro de diálogos informais, que até podem propiciar uma integração entre pessoas, mas duvido que seja daquela que se possa levar adiante o micronacionalismo.
O ponto, em minha opinião, não está na plataforma que utilizaremos para a comunicação escrita. Está na utilização concorrente, simultânea, de outros meios de comunicação, notadamente audiovisuais. Não seria mais interessante que as Sessões do Senado se realizassem ao vivo via Skype, gravadas e depois arquivadas para consulta pública online? Não seria bacana que os discursos das principais autoridades fossem veiculados a Nação por meio de arquivos de áudio disponibilizados online? Radiojornais? Entrevistas ao vivo? Telejornais?
Eu acredito que a comunicação escrita, qualquer que seja a plataforma, deva propiciar o debate extenso, em que idéias possam ser apresentadas com mais parágrafos do que permite um Facebook. Do contrário eu, por exemplo, jamais poderia condensar as idéias expostas aqui.

- Sistema econômico

Um mercado micronacional existe independente de haver monetarização desta economia. Inconformados em perceber que o ambiente micronacional traz, consigo peculiaridades que lhe são essenciais e, portanto, imutáveis, os economistas conservadores do micronacionalismo sempre aparecem com a idéia de que monetarizar o frágil círculo econômico de uma sociedade micronacional nos daria mais um elemento de ação dentro do micronacionalismo.
É falsa a idéia. É falsa basicamente porque a economia de uma micronação não traz consigo fortalecidos os elementos essenciais de uma economia forte; a oferta e a procura. O binômio clássico e eterno das ciências econômicas, que ampara toda e qualquer economia que possa conduzir efetivamente uma moeda forte e que represente a produção de bens e serviços e sua disponibilidade diante de uma população verdadeiramente consumidora, ainda é raquítico e quase transparente no micronacionalismo lusófono. Antes de tudo, é necessário que as relações sociais de uma comunidade virtual tornem-se mais complexas, que os serviços sejam disponibilizados em maior escala, e que surjam mais necessidades de consumo decorrentes de uma maior complexidade de vínculos pessoais entre os indivíduos que integram o complexo social de uma micronação.
Até lá, qualquer moeda que vier a surgir, ainda que amparada em um bom sistema operacional, ficará carente de situações óbvias dentro de uma economia forte: bens ou serviços fornecidos por alguns e que sejam desejados consumidos por outros. As tentativas frustradas de implementar uma monetarização da economia micronacional já existente batem de frente sempre no mesmo problema, e as poucas saídas optadas se chocam ainda mais violentamente com uma dura realidade: que a única saída é brincar de banco imobiliário, sepultando qualquer seriedade que uma economia, ainda que baseada no escambo, possa ter dentro de uma micronação, e afogando uma das mais legítimas e fantásticas iniciativas dos próprios indivíduos dentro de uma micronação, independente da ação do Estado.

 Parlamentarismo

A questão - como sempre - gira em torno dos mecanismos que devemos manter e/ou criar para fomentar a participação da sociedade na atividade estatal e atividade social como um todo. Por "atividade social" me refiro aquela em que se envolve toda a sociedade como um todo. 
O parlamentarismo possui um grande elemento agregador de atividade, que é por no Parlamento a fonte de quase todo o poder institucional da nação. Isso é sensacional porque dá charme e interesse a uma ocupação que é essencial a sociedade micronacional; o parlamentar. E é essencial porque é através do parlamentar (senador, no nosso caso) que a sociedade em geral e as agremiações políticas se envolvem diretamente nos assuntos de Estado. 
Sem a atuação direta e um confronto firme de posições entre agremiações políticas, ou seja, sem uma divisão construtiva da sociedade, não há fomento para a atividade política e social como um todo. 
O erro sobre a análise da inatividade é crer que o fundo do problema está nas instituições. Não está. Está sim na organização partidária. É ela que fomenta a atividade, naturalmente, como resultado do embate de forças. É claro, podemos e devemos criar mecanismos paliativos que nos auxiliem em tempos de crise. Mas deve se ter em mente que o problema da inatividade não reside no formato das instituições.
Todavia, é essencial que o partidarismo encontre um solo fértil onde possa se desenvolver com afinco. Deve haver uma arena de embate saudável. E essa arena é o parlamento.
E por que não seria uma presidência? Porque uma presidência possui mandato e independência do Parlamento, o que lhe distancia do revolver da atividade política, via de consequência, tornando-o intocável a ela. O próprio sistema presidencialista torna a si próprio imune à movimentação partidária e, via de consequência, impede a atividade política perene.
Então, embora eu tenha dito que o problema da inatividade reside unicamente na falta de um embate político traduzido pela oposição de agremiações políticas, é verdade que o Sistema adotado pode auxiliar essa deficiência.
O sistema parlamentar, todavia, permite exatamente essa interação direta entre o Estado e a movimentação partidária, na medida em que o Parlamento é de certa forma, reflexo da própria organização partidária do momento: vota-se nos Partidos (ou nos candidatos deles) e elas indicam seus Senadores e, dependendo, os substituem. Infelizmente não é possível, por canetada institucional, determinar uma estrutura de Partidos; lideranças é que devem aglomerar pessoas de interesses e/ou visões políticas semelhantes ao redor de uma agremiação.
O ápice do desenvolvimento micronacional reside aí. No embate entre as agremiações  E o parlamentarismo puro auxilia nisso porque torna o Senador a figura-chave da nação. Além do poder que detém os Senadores, apenas por meio deles (e necessariamente um deles) pode-se ser Primeiro-Ministro.
Então, o parlamentarismo é o único sistema (dentro de uma visão republicana) que permite que a chave do desenvolvimento micronacional (a partidarização) possa ter seu ápice. 

5. Considerações finais

Bem como já falei demais meu objetivo como senador é bem simples, buscarei modernizar e aperfeiçoar nosso Estado, sempre de forma pragmática, objetiva, com pé no chão, senso prático, iniciativa e organização.

Nenhum comentário:

Postar um comentário