No próximo dia 12 serão abertas as urnas em Porto Claro onde elegeremos nossos Senadores e o Presidente da República. O POLITEIA cumpre seu papel informar e problematizar as questões políticas importantes em nossa micronação.
Abrimos espaço para a apresentação dos candidatos ao Senado. Também pedimos que dessem sua opinião sobre questões polêmicas que rolam nas listas da República. Publicaremos as respostas dos candidatos por ordem alfabética. O terceiro a passar por aqui é Douglas Silva do PDL, confiram.
Histórico
Bem estou no micronacionalismo desde 2005 e assumi diversos
cargos. As nações que passei mais tempo foram:
Sacro Império de Reunião: Qualicato (parlamentar), Conselheiro Imperial (parlamentar), Vice-Rei de Mauritius (região administrativa semi-autonoma), Governador de Conservatória (região administrativa), Ministro em vários governos e pastas, Cargos de direção nos partidos que fiz parte e vários cargos legislativos e administrativos regionais.
Comunidade Livre de Pasárgada: Orador (parlamentar), Ministro e vários cargos a nível regional.
Comunidade Livre de Pasárgada: Orador (parlamentar), Ministro e vários cargos a nível regional.
Editei também por muito tempo alguns periódicos sendo o mais
constante o Oráculo, participei em outros periódicos também e fui um dos sócios
da Fundação Teobaldo Sales.
Em Porto Claro estou há mais ou menos um ano, sou filiado ao PDL e
residente em Campos Bastos, só mais recentemente é que consegui ter maior
disponibilidade para participar de forma mais ativa no cenário político de PC e
desta forma fui nomeado para a secretaria de imigração onde implementei o
evento Cinema em Foco e agora pretendo fazer uma reformulação
das leis de PC sempre buscando praticidade, pragmatismo, objetividade, mas
sempre primando pela legalidade em todos os atos.
Porquê quer ser Senador?
Como dito anteriormente hoje disponho de
um pouco mais de tempo de me dedicar com mais afinco a nossa republica e vejo
que PC tem muito potencial ainda e eu quero muito contribuir com
minha experiência e acredito que no Senado poderei trabalhar por isso buscando
modernizar nossa República inicialmente com uma revisão legislativa e
posteriormente desenvolvendo projetos que incentive e propicie uma
maior participação da população na atividade política
de PC, uma maior praticidade para dar uma dinâmica mais objetiva em
nossa nação bem como mais oportunidades para os
novos cidadãos que se mostrarem disponíveis e com
potencial.
Bandeira Principal
Pragmatismo, legalismo, senso pratico,
projetos pé no chão e iniciativa (inclusive apoio a iniciativas de
terceiros) .
Posição sobre:
Nesta quarta questão transcrevo três
textos, como modificações, de Filipe Sales que refletem com maestria minha
opinião sobre os temas perguntados.
- Utilização de outras plataformas além
da lista de e-mail's
Como meio principal de utilização ainda
defendo as listas, mas acho bastante interessante a utilização de outros meios
eletrônicos para questões especificas. Francamente, eu duvido que migrar
a plataforma de conversação escrita para o Facebook, Twitter ou Fóruns
vá realmente trazer alguma diferença.
Essencialmente, o público que não gosta de
escrever, ou que simplesmente não tem a simpatia que os micronacionalistas
tradicionalistas têm pelo debate escrito, não vão também escrever pelo
Facebook, Twitter ou Fóruns. Nestes espaços, a diferença se dará dentro
de diálogos informais, que até podem propiciar uma integração entre
pessoas, mas duvido que seja daquela que se possa levar adiante o
micronacionalismo.
O ponto, em minha opinião, não está na
plataforma que utilizaremos para a comunicação escrita. Está na utilização
concorrente, simultânea, de outros meios de comunicação, notadamente
audiovisuais. Não seria mais interessante que as Sessões do Senado se realizassem ao vivo via
Skype, gravadas e depois arquivadas para consulta pública online? Não seria bacana que os discursos das
principais autoridades fossem veiculados a Nação por meio de arquivos de
áudio disponibilizados online? Radiojornais? Entrevistas ao vivo?
Telejornais?
Eu acredito que a comunicação escrita,
qualquer que seja a plataforma, deva propiciar o debate extenso, em que
idéias possam ser apresentadas com mais parágrafos do que permite um
Facebook. Do contrário eu, por exemplo, jamais poderia condensar as idéias
expostas aqui.
- Sistema econômico
Um mercado micronacional existe independente
de haver monetarização desta economia. Inconformados em perceber que o ambiente
micronacional traz, consigo peculiaridades que lhe são essenciais e, portanto,
imutáveis, os economistas conservadores do micronacionalismo sempre aparecem
com a idéia de que monetarizar o frágil círculo econômico de uma sociedade
micronacional nos daria mais um elemento de ação dentro do micronacionalismo.
É falsa a idéia. É falsa basicamente porque
a economia de uma micronação não traz consigo fortalecidos os elementos
essenciais de uma economia forte; a oferta e a procura. O binômio clássico e
eterno das ciências econômicas, que ampara toda e qualquer economia que possa
conduzir efetivamente uma moeda forte e que represente a produção de bens e
serviços e sua disponibilidade diante de uma população verdadeiramente
consumidora, ainda é raquítico e quase transparente no micronacionalismo
lusófono. Antes de tudo, é necessário que as relações sociais de uma comunidade
virtual tornem-se mais complexas, que os serviços sejam disponibilizados em
maior escala, e que surjam mais necessidades de consumo decorrentes de uma
maior complexidade de vínculos pessoais entre os indivíduos que integram o
complexo social de uma micronação.
Até lá, qualquer moeda que vier a surgir,
ainda que amparada em um bom sistema operacional, ficará carente de situações
óbvias dentro de uma economia forte: bens ou serviços fornecidos por alguns e
que sejam desejados consumidos por outros. As tentativas frustradas de
implementar uma monetarização da economia micronacional já existente batem de
frente sempre no mesmo problema, e as poucas saídas optadas se chocam ainda
mais violentamente com uma dura realidade: que a única saída é brincar de banco
imobiliário, sepultando qualquer seriedade que uma economia, ainda que baseada
no escambo, possa ter dentro de uma micronação, e afogando uma das mais
legítimas e fantásticas iniciativas dos próprios indivíduos dentro de uma
micronação, independente da ação do Estado.
Parlamentarismo
A questão - como sempre - gira em torno dos
mecanismos que devemos manter e/ou criar para fomentar a participação da
sociedade na atividade estatal e atividade social como um todo. Por "atividade
social" me refiro aquela em que se envolve toda a sociedade como um
todo.
O parlamentarismo possui um grande elemento
agregador de atividade, que é por no Parlamento a fonte de quase todo o
poder institucional da nação. Isso é sensacional porque dá charme e
interesse a uma ocupação que é essencial a sociedade micronacional; o
parlamentar. E é essencial porque é através do parlamentar (senador, no
nosso caso) que a sociedade em geral e as agremiações políticas se
envolvem diretamente nos assuntos de Estado.
Sem a atuação direta e um confronto firme de
posições entre agremiações políticas, ou seja, sem uma divisão construtiva
da sociedade, não há fomento para a atividade política e social como um
todo.
O erro sobre a análise da inatividade é
crer que o fundo do problema está nas instituições. Não está. Está sim na
organização partidária. É ela que fomenta a atividade, naturalmente,
como resultado do embate de forças. É claro, podemos e devemos criar mecanismos
paliativos que nos auxiliem em tempos de crise. Mas deve se ter em
mente que o problema da inatividade não reside no formato das instituições.
Todavia, é essencial que o partidarismo
encontre um solo fértil onde possa se desenvolver com afinco. Deve haver
uma arena de embate saudável. E essa arena é o parlamento.
E por que não seria uma presidência? Porque
uma presidência possui mandato e independência do Parlamento, o que lhe
distancia do revolver da atividade política, via de consequência,
tornando-o intocável a ela. O próprio sistema presidencialista torna a
si próprio imune à movimentação partidária e, via de consequência, impede a atividade política perene.
Então, embora eu tenha dito que o problema
da inatividade reside unicamente na falta de um embate político traduzido
pela oposição de agremiações políticas, é verdade que o Sistema adotado
pode auxiliar essa deficiência.
O sistema parlamentar, todavia, permite
exatamente essa interação direta entre o Estado e a movimentação
partidária, na medida em
que o Parlamento é de certa forma, reflexo da própria
organização partidária do momento: vota-se nos Partidos (ou nos candidatos
deles) e elas indicam seus Senadores e, dependendo, os substituem. Infelizmente não é possível, por canetada
institucional, determinar uma estrutura de Partidos; lideranças é que
devem aglomerar pessoas de interesses e/ou visões políticas semelhantes ao
redor de uma agremiação.
O ápice do desenvolvimento micronacional
reside aí. No embate entre as agremiações E o parlamentarismo puro
auxilia nisso porque torna o Senador a figura-chave da nação. Além do
poder que detém os Senadores, apenas por meio deles (e necessariamente um
deles) pode-se ser Primeiro-Ministro.
Então, o
parlamentarismo é o único sistema (dentro de uma visão republicana)
que permite que a chave do desenvolvimento micronacional (a
partidarização) possa ter seu ápice.
5. Considerações finais
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