Hoje inauguramos a coluna Entrevista com o Presidente. Pra abrir a série entrevistamos o Presidente dos Presidentes: André Szytko.
Em seu sétimo mandato como Presidente da República de Porto Claro e disputando o Oitavo, conversamos sobre Política Nacional e Internacional, disputa governo x oposição, projeto para a nossa micronação e a polêmica com José Augusto Junior.
Na entrevista Szytko assume ser centralizador e aponta seus erros, por outro lado critica duramente a oposição e se mostra confiante em continuar o trabalho à frente do país.
Confiram a entrevista completa:
POLITEIA: Estamos nos aproximando do final da sua atual gestão,
qual balanço faz dela? Que ações ressaltaria?
AZ: Posso dizer que foi uma das mais improdutivas, muita coisa
não andou, uma aposta minha foi a biblioteca nacional, montamos um grupo,
implementamos o sistema, tanto para o arquivamento quanto para a codificação dos
documentos, mas o principal o conteúdo, não saiu, acho que faltou mais cobrança
minha sobre o grupo de colaboradores, como sou novamente candidato, no próximo
mandato vou tentar dar mais atenção a biblioteca. Outra coisa que não andou foi
a Comissão de Tutoria, isso eu já sabia, pois não há uma forma direta de tutorar
um novo cidadão se não houver disponibilidade de tutores, e isso sempre faltou
em Porto Claro e continua faltando, para não dizer que foi um fracasso total, a
única coisa que funciona mesmo são os avisos de aniversários. Os mapas urbanos
também não tiveram andamento, acho que as discussões sobre as comemorações dos
20 anos de Porto Claro acabaram tomando toda a atenção. Já na UPC dependi muito
de um projeto que estava encaminhado por um ex-cidadão, na época ainda cidadão,
e na inatividade desse acabamos não tendo o que colocar para a UPC voltar a
ativa. Houve um tentativa de listas temáticas nas lista distritais, mas acabou
que essa não teve participação da população e a proposta acabou minguando. A
Imigração e Chancelaria fizeram o seu papel, e as Comunicações também, com
grande participação da ANN no Twitter e Facebook.
POLITEIA: Volta e meia você é criticado por uma suposta
centralização enquanto Presidente, o que acha dessa fama? Há um fundo de
verdade?
AZ: Totalmente verdade, sou centralizador e faço muita
cobrança, claro que recentemente a centralização se dá mais por falta de mão de
obra, mas quando há fico sempre pegando no pé do pessoal, aliás pode até ser que
essa falta de mão de obra seja pela forte cobrança que faço nas pessoas que
trabalham comigo.
POLITEIA: Salta aos olhos a ausência de uma oposição efetiva em
Porto Claro. Como você avalia isso? A que você atribui ?
AZ: Hoje não temos uma forte oposição por falta de
participação, hoje vejo os outros partidos políticos, os ativos, como grupo de
amigos, se reúnem a cada 6 meses, sempre na época das eleições, escolhem
candidatos, e eleitos ou não voltam para a inatividade, semana passada mesmo
houve a discussão sobre a falta do Senador Enrique Roura do P3D na Ordem do Dia
do Senado, ai vemos dois culpados, o Senador Enrique que se afastou e levou
junto com ele o cargo de Senador, e ou outro o P3D que, sendo o dono da vaga no
Senado, não substituiu o Senador, mas essa inatividade partidária já vem a algum
tempo, é partido perdendo vaga no Senado por ter senador destituído e não
escolhendo outro, vê-se que os dirigentes desses partidos acabam sendo os mais
inativos entre os filiados, e os meio-ativos não querem a responsabilidade. O
pior e que acaba sendo um contra-senso, pois esses partidos inativos registram
candidaturas, principalmente a presidente, cargo que exige uma participação
maior, mesmo não eleitos se mostram totalmente desinteressados com Porto
Claro.
POLITEIA: Você e o seu partido usam a insígnia de que o projeto
é Porto Claro. Acha essa afirmação suficiente? Poderia explicar melhor esse
projeto?
AZ: A ideia do “Projeto Porto Claro” é o de sempre fazer algo
por Porto Claro, projeto público ou privado, se analisarmos os projetos
desenvolvidos em Porto Claro nos últimos anos sempre tem algo realizado pelo PDL
ou por algum filiado seu. É uma coisa que acaba faltando dos filiados de outros
partidos, um exemplo é a questão do sistema econômico e do parlamentarismo,
sempre ouvimos alguém defendendo a implantação de um desses dois, mas as ideias
são sempre promessas, não vemos nenhum desses criar um projeto solido, levar
adiante uma consulta popular ou uma proposta no Senado.
POLITEIA: Você concorda que o micronacionalismo passa por uma
crise? Por quê? Como poderíamos sair dela?
AZ: Não diria uma crise, o que ocorre é uma mudança na
internet, quando entrei no micronacionalismo em 1998 não existia a ideia de
comunidade, como é hoje, o máximo que tínhamos era o MIRC, o ICQ e as salas de
bate papo do UOL, então as micro nações surgiram como comunidades, só que hoje
existem inúmeras opções assim onde há muito mais participantes para interagir,
outro fato é que o ponto central do micronacionalismo é a política, o poder pela
política, e os brasileiros, que é nosso foco, já está meio cansado disso, acaba
que o nosso principal foco é o que mais espanta ou desestimula novos cidadãos. E
como sair dessa, não tenho ideia, talvez seja uma mudança no jeito de ser o
micronacionalismo, já deram ideia de mudarmos para uma coisa mais parecida com
um jogo ou fazermos algo mais integrado com as micronações lusófonas, um colega
meu deu a ideia de criarmos um continente micronacional, seria até um grupo
fechado, onde novas micronações teriam que ser aceitas, claro que isso implica
também numa perda de identidade para as micronações mais antigas, uma mudança de
endereço territorial, só que falar em organização intermicronacional e muito
difícil, porque o que mais falta é parceria entre as micronações, então ficamos
na mesma, e a cada dia menores.
POLITEIA: Gostaria de saber um pouco da história dessa disputa entre você e José Augusto Junior e o que você acha de ele ter te apontado nas justificativas para abandonar Porto Claro, publicadas na revista Millenium?
POLITEIA: Gostaria de saber um pouco da história dessa disputa entre você e José Augusto Junior e o que você acha de ele ter te apontado nas justificativas para abandonar Porto Claro, publicadas na revista Millenium?
AZ: A questão não é nem comigo, a primeira vez quem pegava mesmo no pé era o Luiz Monteiro, esse sim não perdoava ninguém, ele até tinha uma frase de efeito, sempre dizia para esse(s) cidadão-turista de Porto Claro: “Nunca será”. Ai com o tempo sobrou poucos “dinos” como apelidaram os mais antigos, e eu sempre cobrei o Augusto desde que ele abandonou Porto Claro logo depois de ser eleito Senador, disse que queria mudar, mas nunca tomou a iniciativa, quando teve a oportunidade para isso caiu fora, depois de inúmeros retornos e saídas, eu não ponho mais a mão no fogo por ele, e sempre que ele estiver por aqui vou apertá-lo, ou ele toma jeito ou cria vergonha na cara e para de voltar para Porto Claro.
POLITEIA: Fique à vontade para
considerações finais.
AZ: Eu sempre considerei o micronacionalismo um hobbie, mas um
hobbie que compartilho com outras pessoas e por isso tenho que ter seriedade e
responsabilidade, ainda mais quando assumo um cargo político através da
confiança dos outros colegas de hobbie, por isso levo muito a sério Porto Claro,
e é por essa seriedade que na maioria das vezes sou chato, é por isso que sempre
puxo tudo pra debaixo da minha asa, quero fazer tudo eu mesmo, quero controlar
tudo, nem sempre foi assim, pois no passado tínhamos uma participação maior dos
demais cidadãos, e havia mais confiança no trabalho alheio, infelizmente hoje já
não há. Mesmo assim estou aberto a receber ajuda de quem estiver disposto e com
algum tempo para colaborar na minha administração. Agradeço o espaço na Politeia, obrigado.

O André Szytko é, sem dúvida, um dos pilares de Porto Claro. Negar isto é ser ingênuo ou idiota.
ResponderExcluirNão concordo com a ideia de oposição. Acho que ela não cabe no micronacionalismo e, se couber, definitivamente não cabe na Porto Claro contemporânea.