sexta-feira, 18 de março de 2011

Domêncios Cruz ataca novamente

Eis que no meio da madrugada ele aparece em meio as sombras e deixa sobre a minha mesa de trabalho um papel meio amassado com essas palavras que agora seguem!

Meus prezados leitores,


Certamente esta será uma das mais emblemáticas colunas escritas por mim neste diminuto tempo de jornalismo. Seja  pelo tema a qual esta aborda, seja pela verborragia usada. O intento é expressar em palavras o cadafalso do Parlamento, a inércia de uma das mais importantes instituições democráticas do GV.

Os responsáveis ? Os LIBERAIS, logicamente. Impressionante como isto mais parece uma praxe, uma operação matemática, uma fórmula newtoniana. A gestão Camila Wu engessou o legislativo, engessou o ímpeto do parlamento, seu poder característico de representar o povo – anônimo e distinto – transmutando-o em um “clube do chá”, em uma reunião de carolas aos domingos pós-missa.



A oposição afrouxou as rédeas, posicionou-se republicanamente no bojo do diálogo com o governo atual, capitaneado pelo Presidente da República Mário Sérgio Ferrer. Contudo, diálogo e subserviência, diálogo e aliança não são sinônimos. A “culpa” da oposição não procede, a gestão é do LIB, logo este precisa incorporar a hombridade de reconhecer seus erros, suas falhas tolas, seus métodos funestos.Não esperemos milagres.

A Frequência Oficial Parlamentar ( FOP ), uma política de gestão simples do Parlamento, não está sendo posta em prática. A justificativa ? Falta de tempo. Sucessões de babozeiras, uma atrás da outra. Que a Deputada Camila Wu e o Deputado Diego Mariano, membros da mesa diretora da Casa, tratem de disponibilizar um horário em suas corridas agendas e desçam de seus pedestais para começar a gerir o parlamento.

Uma tragédia eleitoral anunciada ? Talvez.

O fato político é interessante e tenho minhas dúvidas quanto à exploração deste por parte da oposição no pleito que se avizinha.

Seria jocoso se não fosse trágico, meus caros leitores. Para salvaguardar reputações menores, indignas, solertes, tortuosas das barras do conselho de ética a disponibilidade temporal destes senhores aparece repentinamente como Bruce Lee apareceria, todavia para gerir o parlamento, para executar o dever aos quais foram eleitos a escassez de tempo é a desculpa da vez. Desculpa esfarrapada, mas desculpa. Outro atentado a inteligência da oposição.

Não obstante, coragem é uma espécie em alta nos meandros do LIB. Gostaria de vê-la na materialidade da confissão, da hombridade de reconhecer que o que é ruim é ruim e ponto final. Que as calças do LIB sejam honradas, a chacina política a qual estes serão submetidos deixemos para a oposição.

Domêncios Cruz

Nenhum comentário:

Postar um comentário